Copa Alfabarra mantém viva a essência do jiu-jitsu carioca e celebra décadas de tradição no Rio
- Henrique Raposo
- há 8 horas
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Em uma época onde novos campeonatos surgem a todo momento, poucos conseguem carregar algo que o tempo não compra: tradição.
E no Rio de Janeiro, falar sobre campeonatos tradicionais é inevitavelmente falar da Copa Alfabarra.
No próximo dia 23, o CEFAN será palco de um dos eventos mais respeitados e históricos do jiu-jitsu carioca. Um campeonato que atravessou gerações, acompanhou mudanças dentro do esporte e conseguiu permanecer relevante mesmo em meio ao crescimento gigantesco do cenário competitivo.
A história da Copa Alfabarra começa ainda na década de 90, idealizada por Rogério Poggio sob forte influência do seu mestre Tótila Jordan (Pitoco). O que nasceu inicialmente como um campeonato interno da equipe Infight rapidamente ultrapassou os limites da academia. Pouco a pouco outras equipes começaram a participar, novos atletas surgiram e o evento ganhou vida própria.
Quem viveu aquela época sabe exatamente o peso que isso representa.
Era um período diferente do jiu-jitsu. Os campeonatos tinham clima de encontro, rivalidade saudável, arquibancada lotada e muito senso de pertencimento. E talvez seja justamente essa essência que mantém a Copa Alfabarra viva até hoje.
Mesmo com o crescimento absurdo do número de eventos no calendário, a competição segue em constante evolução sem abandonar suas raízes. O campeonato mantém aquela atmosfera clássica do jiu-jitsu carioca, onde tradição, respeito e competitividade caminham juntos.

A Copa Alfabarra não é apenas mais um torneio.
Ela representa uma parte importante da memória afetiva do jiu-jitsu do Rio de Janeiro. Um evento que viu gerações passarem pelos tatames e continua abrindo espaço para novos talentos escreverem sua própria história.
Em tempos onde tudo muda rápido, manter viva a raiz talvez seja a maior vitória de todas.
foto: Henrique Raposo (Gi Sport)


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